quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Revelações sobre Tauriel







Em entrevista à Entertainment Weekly, a atriz canadense Evangeline Lilly falou sobre seus mais recentes trabalhos e fez algumas revelações sobre sua personagem em O Hobbit, Tauriel. Abaixo, segue o que Lilly disse sobre a elfa guerreira. Desnecessário dizer, portanto, que o conteúdo pode ser revelador para aqueles que não desejam saber maiores detalhes sobre a personagem e como ela se insere na trama.



[...] Você está interpretando uma nova personagem chamada Tauriel, que é uma elfa da Floresta das Trevas, o que me leva a crer que ela é um tipo de guerreira, ou algo assim. Você teve que aprender esgrima e a atirar com arco?

Sim, ela é uma guerreira. Ela é realmente a chefe da guarda élfica. Ela é uma figura importante do exército. Então, ela sabe manejar qualquer arma, mas as principais armas usadas por ela são um arco e flecha e dois punhais. E ela é letal. Você definitivamente não quer ser pego em um beco escuro por Tauriel.

Então Tauriel deve estar envolvida com os anões capturados…

Acho que basicamente o que você está perguntando é se ela aparece muito no filme. Ela não está muito no primeiro filme. Ela entra no primeiro filme perto do final, e tem uma participação muito pequena. O papel no segundo filme é muito mais desenvolvido. Embora, devo dizer que quando comecei a ler o roteiro e aceitei o trabalho, seu papel no segundo filme era muito menor. Eu acho que o papel está se tornando um pouco mais exigente do que eu esperava que fosse. Há muito mais para eu fazer agora, o que é muito divertido, mas sinto um pouco mais de pressão.

Será que ela desempenha um grande papel na Batalha dos Cinco Exércitos?

Oh, eu não sei. Nós não filmamos isso ainda. Eu ainda tenho que voltar para mais cinco meses de filmagem.

Por quantos meses você esteve por lá?

Indo e voltando nos últimos seis meses. São filmagens de dois anos que abarcam ambos os filmes, e meu contrato é por aproximadamente um ano. Eu ainda saio e volto para a Nova Zelândia durante todo esse ano.

Fonte: Valinor

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Serkis é o cara!





Ainda este ano o ator britânico Andy Serkis será visto na primeira parte de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, onde retorna como Gollum, criatura que interpretou na trilogia de Peter Jackson O Senhor dos Anéis. Além disso, Serkis também estreia na direção.“Neste momento, além de interpretar Gollum, estou dirigindo a segunda unidade de O Hobbit. Estou num momento de mudança em que o que mais me interessa é a direção”, diz o ator, cujo nome aparece hoje como possível concorrente ao Oscar de melhor ator por sua interpretação de César, o macaco protagonista do filme “O Planeta dos Macacos: A Origem”. O ator, que já foi Gollum, King Kong, César, Capitão Haddock (“As Aventuras de Tintim”) e novamente Gollum, falou direto da Nova Zelândia ao espanhol El Correo sobre sua experiência como ator digital.


Quando Peter Jackson o convidou para dar vida a Gollum em “O Senhor dos Anéis”, passou pela sua cabeça que este era apenas o começo?

Naquela época, eu era um ator tradicional, a técnica de captura de movimento não existia e eu pensei que só ia ser a voz para um personagem digital. Eu não tinha ideia de quais eram as exigências de Jackson e pensei: “Deve haver muitos bons personagens em O Senhor dos Anéis”, então eu não entendia por que Peter queria um ator para interpretar Gollum. Depois tudo ficou muito claro de imediato, mas nós não sabíamos se ia funcionar. A técnica evoluiu durante as filmagens de “O Senhor dos Anéis”.

E agora o seu nome aparece para o Oscar. Se você ganhar irá se tornar o primeiro ator digital a recebê-lo, você se sente incompreendido por seus colegas?

John Hurt estava entre os indicados para o Oscar por seu papel em “O Homem Elefante [1980]” e ninguém podia reconhecê-lo na tela. César em “O Planeta dos Macacos: A Origem”, ou Gollum em “O Hobbit” são personagens em que seu rosto não é reconhecível na tela, de modo que atuar é mais complicado, porque exige um esforço de colaboração artística mais amplo. Em “O Homem Elefante” os maquiadores de John Hurt trabalharam em seu rosto e em seu corpo. Eu não entendo por que teria que haver algum tipo de diferença com a maquiagem digital.


John Hurt - "O Homem Elefante", 1980

Transformação – considerado o ator digital mais procurado do cinema, o que considera mais interessante?

Para mim, atuar é atuar, seja colocando um figurino e maquiagem, ou colocando o traje de captura de movimento e criando um personagem. O que eu mais gosto desse tipo de atuação é que você pode interpretar personagens que seriam impossíveis de fazer com maquiagem e figurinos tradicionais. Quando eu comecei como ator de teatro, sempre quis mudar de aparência; sabia que era o tipo de ator que mais se liberava. A captura de movimento te dá a capacidade de desaparecer completamente dentro do personagem.

Com Oscar ou sem Oscar, César foi para você um papel muito importante.
Cada personagem tem seus próprios desafios. A razão pela qual aceitei o papel de César é porque era um papel brilhantemente escrito. Tenho certeza de que tem atores que vão dizer: “Sim, mas não há nenhum diálogo. Onde estão as palavras?”. Mas, na realidade, um bom ator vê e pensa que César é um personagem incrível e um grande desafio de interpretação. Foi um grande papel. César teve uma longa jornada e sofreu muitas mudanças físicas e emocionais. Eu acho que é isso que um ator deseja da arte de interpretar.

E agora você está de volta na pele de Gollum.
“O Senhor dos Anéis” é um clássico e também o personagem se tornou um clássico. Personagens como Gollum continuarão a ser lembrados e é isso que importa, eles ainda estarão vivos. Eu gosto de grandes desafios e, claro, para mim, Gollum é uma grande oportunidade.

Recentemente o ator também mostrou-se indignado com o não reconhecimento de seu trabalho como atuação. Segundo o Cinema10, Serkis declarou:


”Eu tenho muita sorte de estar participando de um momento em que a captura de performance está começando a ser usada corretamente. Ela está abrindo uma convergência totalmente nova no cinema e nos games e estou muito interessado em adaptá-la ao teatro, projetando avatares em telas enquanto os atores estão no palco“, comentou. ”O problema é a forma como meu trabalho está sendo comentado. `Andy Serkis emprestou sua voz a´, `ou emprestou seus movimentos´ ou `deu as emoções a´. São tantas maneiras de enrolar e descrever o que, de fato, é atuação. Mesmo em Tintim ainda estou creditado em vários lugares como dublador. Eu vivi aquele personagem”, concluiu.

Fonte: Valinor