quinta-feira, 23 de abril de 2009

O SILMARILLION


Os primeiros esboços do Silmarillion datam do início de 1925, quando Tolkien escreveu um "Esboço da Mitologia". No entanto, o conceito dos personagens, temas e histórias específicas foram desenvolvidos em 1917 quando Tolkien, então um oficial britânico que retornou da França durante a Primeira Guerra Mundial, estava numa cama sofrendo de Febre das Trincheiras. Àquela época, ele chamou sua coleção de histórias de The Book of Lost Tales.
Muitos anos depois da guerra, encorajado pelo sucesso de O Hobbit, Tolkien enviou uma versão incompleta porém mais desenvolvida de O Silmarillion para seu editor, George Allen & Unwin, mas ele rejeitou o trabalho por ser muito obscuro e "demasiadamente celta". Ele então pediu a Tolkien que ao invés desse, fizesse uma continuação para O Hobbit, idéia que se transformaria na mais famosa, mas não mais importante, obra dele: O Senhor dos Anéis
No fim dos anos 50 ele começou novamente a trabalhar no Silmarillion, mas muito de seu trabalho era relacionado a assuntos teológicos e filosóficos mais do que com a narrativa. Durante esse tempo ele escreveu muito sobre estes tópicos, como o surgimento do mal em Arda, a origem dos Orcs, o costume dos Elfos e sua imortalidade, e com o Mundo Plano, e com a história do Sol e da Lua (veja Duas Árvores de Valinor). Por esses tempos, sérias dúvidas o acometeram sobre alguns aspectos fundamentais do trabalho, e ele voltou às versões mais antigas das histórias, e parece que ele sentiu que devia solucionar esses problemas antes de publicar a versão final.
Depois da morte de Tolkien, em 1973, Christopher Tolkien compilou a narrativa de O Silmarillion. Suas intenções parecem ter sido a de manter-se consistente, principalmente com O Senhor dos Anéis. Às vezes ele chegou a ter de criar alguma coisa, devido à escassez de anotações de seu pai. O livro foi então publicado no ano de 1977.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

os valar

Os Valar e as Valier (singular, respectivamente Vala e Valië) são, na obra do escritor britânico J.R.R.Tolkien, espíritos angélicos chamados Ainur que entraram em Eä, a Terra, no início dos Tempos para construí-la, guardá-la e governá-la. A palavra Valar significa, na língua élfica Quenya, Poderes do Mundo, ao passo que Valier, também em élfico significa Rainhas dos Valar. Outros nomes que são dados a eles são os Grandes, os Governantes de Arda, os Senhores do Oeste, os Senhores de Valinor e Poderosos de Arda.

Inicio

Consta que Deus, chamado Eru Ilúvatar, vivia só nas Mansões Eternas de Eä, até que, de seu pensamento, ele criou os Ainur, que são espíritos. Os Ainur cantavam sozinhos ou em pequenos grupos, pois de início só compreendiam a parte da mente de Eru da qual tinham sido criados. Mas eles passaram a se tornar mais harmoniosos, passaram a compreender os outros Ainur, e então Eru Ilúvatar reuniu todos eles diante de si e propôs um tema. Os Ainur deveriam ornamentar este tema, fazendo uma Música, a chamada Ainulindalë, a Música dos Ainur. Eles assim fizeram mas então um dos Ainur, o mais poderoso deles, chamado Melkor, provocou uma dissonância, almejando fazer uma música própria, mas sua música era repetitiva e cansativa, e alguns dos Ainur próximos a ele começaram a desviar-se do propósito inicial de Eru, e assim a dissonância foi se espalhando, até que Eru se levantou do trono, sorrindo, e ergueu a mão esquerda, sugerindo um novo tema. Novamente Melkor entrou em dissonância com a Música, até que Eru ergueu a mão direita, com uma expressão severa e um terceiro tema surgiu, mas a música fútil de Melkor continuava e então Eru, com uma expressão terrível, ergueu as duas mãos e a Música cessou.

Eru então, para mostrar a Melkor que nenhuma música seria tocada sem ter nele próprio a fonte mais remota, desnudou diante dos Ainur a visão que, ornamentando os Temas de Eru, eles tinham tido ao cantarem. E eles viram, dentro do Vazio, um globo, a Terra, que surgira na Música, e ela era linda, e eles viram os esplendorosos Filhos de Eru. E Eru então fez com que toda a visão se tornasse realidade, dizendo "Eä! Que essas coisas Existam!".

Alguns dos Ainur que se enamoraram de Eä, a Terra, puderam descer para lá, pois a visão ainda não era plenamente concreta: seriam eles que teriam de trabalhar para que assim fosse. Desses espíritos que desceram à Terra, os mais poderosos foram chamados de Valar, e os menos poderosos, de Maiar.

Iniciou-se assim o Governo dos Valar na Terra. Melkor desceu junto, e secretamente cobiçava a Terra; e tudo que os outros Valar faziam, ele desfazia, e os outros se exauriam em reparar os danos. Esse foi o início da Terra e da História dos Valar como seus governantes.

A ultima canção de bilbo






O dia findou, turvam-se-me os olhos,
mas espera-me uma longa viagem.
Até sempre, amigos! Ouço o chamamento.
O navio está ao lado do paredão.
A espuma é branca e as ondas cinzentas;
para lá do pôr-do-sol me guia o caminho.
A espuma é salgada, o vento é livre;
Eu ouço a subida do Mar.
Até sempre, amigos! As velas estão postas,
o vento é leste, agitam-se as amarras.
Sombras há muito estão diante de mim,
debaixo do sempre curvado céu,
mas ilhas ficam atrás do Sol
que avistarei antes de tudo acabar;
terras há a oeste do Oeste,
onde a noite é calma e o sono sossegado.
Guiado pela Estrela Solitária,
para lá do mais longínquo porto,
Eu encontrarei os céus belos e livres,
e praias do Mar Estrelante.
Navio, meu navio! Eu procuro o Oeste,
e campos e montanhas eternamente abençoados.
Adeus à Terra Média por fim.
Eu vejo a Estrela acima do meu mastro!

O Hobbit

Em 1955, numa carta a W. H. Auden, Tolkien recorda-se que no final da década de 20 quando era professor do Anglo-Saxão na faculdade de Pembroke, Oxford, ele começou o Hobbit quando trabalhava como corretor de prova para o certificado escolar. Ele encontrou um papel em branco e sem que ele mesmo soubesse porque ele escreveu as palavras: Em um buraco no chão vivia um hobbit, que anos depois ele disse esse ser o fato mais maravilhoso que poderia ter ocorrido na vida de um corretor de prova.

Mas ele não avançou nada durante um bom tempo, embora nos anos seguintes redigisse o mapa de Thror, esboçando a geografia da história. Foi publicado quando Tolkien emprestou o manuscrito incompleto para a Reverenda Madre de Cherwell Edge na época, quando esta estava doente, e ele foi visto por Susan Dagnall, uma bacharel de Oxford ,que trabalhava para Allen & Unwin (comprada em 1990 pela Editora Harper Collins) e analisado depois por Rayner Unwin, o filho de Stanley Unwin, fundador da Allen & Unwin, na época com 10 anos de idade, que ficou maravilhado pela história. Dagnall ficou tão encantada com o material que encorajou Tolkien para que ele terminasse o livro. Em 3 de Outubro de 1936 Tolkien enviou o texto completo e datilografada para Allen & Unwin e em 1937 foi publicada a primeira edição de O Hobbit.


Tolkien introduziu ou mencionou caráteres e lugares que são importantes em seu universo, como Elrond e Gondolin, junto com elementos da legendas germânicas. Mas a decisão que os eventos ocorridos no Hobbit poderiam pertencer ao mesmo universo que O Silmarillion foi tomada somente após a publicação quando os editores pediram um seqüência para o Hobbit e Tolkien começou a trabalhar na seqüência, mas Tolkien perde o controle da história e se desenvolve até se tornar O senhor dos anéis.


O Hobbit conta a história de um hobbit chamado Bilbo Bolseiro (Bilbo Baggins no original), que nunca pensara em sair de sua toca grande e confortável, até que foi apanhado de surpresa por um mago chamado Gandalf e 13 anões (Dwalin, Balin, Kili, Fili, Dori, Nori, Ori, Oin, Gloin, Bifur, Bofur, Bombur e Thorin Escudo-de-Carvalho). Estes queriam recuperar os seus tesouros que tinham sido roubados por um dragão chamado Smaug.

Assim, eles saem em busca da Montanha Solitária com o objetivo de recuperar o que lhes pertence, vivendo muitas aventuras durante todo caminho, que envolvem aranhas gigantes, elfos, trolls e outros seres.

Gandalf


Gandalf, o Cinzento é um Istari, um dos personagens principais de O Senhor dos Anéis e de O Hobbit, de J.R.R. Tolkien e o mago mais famoso da literatura.
Ele é um maia, espírito angelical do mundo tolkienano, e costumava andar com Nienna com quem aprendeu a paciência e a compaixão, mas diz-se que era conselheiro de Irmo Lórien. Assumiu a forma de um velho homem para combater o mal na Terra Média.
Durante a Terceira Era da Terra-Média, foi realizada uma reunião entre os Valar em Aman sobre o que fazer com relação a Terra-Média, pois os Valar ainda se preocupavam com o destino de Arda. A conclusão da reunião foi enviar seres de sua elevada ordem para combater na Terra-Média. Só que estes não poderiam se apresentar na sua forma de poder e esplendor que apresentam em Valinor, teriam que ir em corpos mortais. Foram então selecionados cinco Maiar para a viagem. Como líder foi escolhido Curunnír, conhecido por Saruman, sendo este o primeiro a desembarcar nos Portos Cinzentos. Além deste, outros dois "magos", Alatar e Pallando, ou Magos Azuis, também desembarcaram. Por Yavanna, foi enviado um que chamavam de Radagast, e Manwë escolheu Olórin, Mithrandir para os elfos e Gandalf para os homens, pois possuía muita estima por este. Gandalf foi o último a desembarcar, e Círdan, Senhor dos Portos, logo percebeu que ele deveria ser o mais importante e lhe entregou o Anel de Fogo, Narya para que Gandalf fosse seu novo guardião.


O Maior dos Elfos

Fëanor é uma mistura do quenya "Fëanáro" com o sindarin "Faenor" que significa "Espíritos de Fogo", A mistura do nome Faenor derivá-se de Aenor, que significa 'espirito do fogo', á 'tehta" 'F' exprime sentido pluralidade. Fëanor Primogênito de Finwë e único filho com sua primeira esposa, Míriel, a qual consumiu suas forças em seu nascimento, deixando-a exaurida e tirando dela a possibilidade de gerar novos filhos. É meio irmão de Fingolfin e Finarfin; maior de todos os Noldor e de muitas formas o maior de todos os Filhos de Ilúvatar, especialmente em habilidade de mente e de mãos. Porém era tão propenso a ser orgulhoso e irado quanto a ser inventor. Em Eldamar casou-se com Nerdanel, que lhe deu sete filhos (Maedhros, Maglor, Celegorm, Caranthir, Curufin, Amrod e Amras) e ajudou a lhe refrear os excessos de suas paixões. Muitas de suas habilidades na forja e na confecção de belas obras foram-lhe ensinadas por seu sogro Mahtan e pelo valar Aulë, que amava os Noldor acima de qualquer outra estirpe dos Primeiros Filhos de Ilúvatar.

As Silmarils

Durante o período conhecido como a Primavera de Valinor, Fëanor realizou o que é considerado sua maior criação: as Silmarilli. É de sua autoria também os Tengwar e as Palantíri. Mas Melkor, desejoso pelas Silmarilli, semeou discórdia entre Fëanor e seu meio-irmão Fingolfin, até que Fëanor falou abertamente contra os Valar e sacou uma espada para Fingolfin. Por esse ato ele foi banido de Tirion por 12 anos, embora tenha se reconciliado com seu meio-irmão. Apesar de ter percebido as artimanhas de Melkor, Fëanor permaneceu desconfiado dos Valar e tornou-se excessivamente orgulhoso das Silmarilli.

A Condenação de Mandos

Quando as Duas Árvores foram envenenadas, ele se recusou a abrir mão das Silmarilli, as quais preservavam sua luz e que delas Yavanna precisaria para restaurá-las. Quando soube das tragédias seguintes de Melkor - o assassinato de seu pai Finwë e do roubo das Silmarilli -, Fëanor resolveu retornar à Terra-média em perseguição a Melkor, para vingança e recuperação, quando o chamou pela primeira de vez de Morgoth - O Sinítro Inimigo do Mundo, desafiando os Valar e fazendo o terrível Juramento de Fëanor pelo qual ele, seus filhos e Beleriand foram mais tarde condenados.

O Fratricídio de Alqualondë

Sem ser detido pelo banimento de Manwë ou pela Profecia de Mandos, Fëanor levou os Noldor adiante e em sua pressa e orgulho instigou o Fratricídio de Alqualondë, episódio no qual ele mata vários elfos Telerin e rouba seus barcos, e o abandono de Fingolfin e seu povo em Araman.

A Morte de Fëanor

Na Terra-média, Fëanor imediatamente venceu a Dagor-nuin-Giliath, mas em sua ira e falta de cuidado perseguiu os Orcs que fugiam para Dor Daedeloth, onde foi cercado por Balrogs e mortalmente ferido. Embora salvo por seus filhos, morreu perto de Eithel Sirion , onde seu corpo foi consumido por seu espírito, antes de seguir aos Palácios de Mandos. Assim terminou aquele que trouxe aos Noldor "seu maior renome e suas mais profundas infelicidades". Seu nome era Curufinwë (curu = habilidade), e ele deu esse nome a seu quinto filho: Curufin. O filho de Curufinwë era Celembrimbor, autor dos três anéis dos elfos e mais tarde morto por Sauron. O elfo sempre ficou conhecido pelo nome lhe dado pela mãe, "Fëanáro"




A Casa de Fëanor


Finwë

Míriel

Mahtan



























Fëanor



Nerdanel































































Maedhros


Celegorm


Curufin


Amras
























Maglor

Caranthir


Amrod





























Celebrimbor





O Maior dos Guerreiros



Húrin


Hador, da terceira casa dos Edain, entrou ao serviço da casa de Finglofin na sua juventude e foi estimado pelo rei supremo dos
Noldor. Por isso, Fingolfin fê-lo senhor de Dor-l ómin e nessa terra reuniu Hador Lórindol a maior parte da gente da sua família e
tornou-se o mais poderoso dos capitães Edain. Na sua casa só se falava a língua élfica, mas a sua própria língua não foi
esquecida e dela proveio a língua comum de Númenor.
Nesse tempo, a força dos Homens foi acrescentada ao poder dos Noldor, cuja esperança aumentou; e Morgoth ficou
rigorosamente cercado, pois o povo de Hador era capaz de resistir ao frio e às longas caminhadas e não receava, de vez em
quando, penetrar profundamente no Norte e vigiar os movimentos do inimigo. Os Homens das 3 casas prosperaram e
multiplicaram-se, mas a maior de entre eles era a casa de Hador Cabeça Dourada, par de senhores élficos.
O seu povo tinha grande for ça e estatura, era inteligente, ousado e firme, rápido na cólera e no riso.
Os filhos de Hador foram Gundor, Glóredhel, que casou com Haldir, filho de Halmir, senhor dos homens de Brethil e Galdor, que
desposou Haret, filha de Halmir. Os filhos de Galdor e Haret foram Húrin e Huor. Havia grande amor entre os dois irmãos e
raramente se separavam.
Na batalha da Chama Súbita, Morgoth atacou de forma violenta e inesperada, lançando grandes rios de chamas, os seus balrogs,
dragões e os seus orcs contra os Noldor e seus aliados; e muitos dos mais fortes adversários de Morgoth foram destruídos nos
primeiros dias de guerra, atordoados, dispersos e afastados uns dos outros.
Tão grande foi o ataque de Morgoth que Fingolfin e Fingon não puderam ir em auxílio dos filhos de Finarfin e os exércitos de
Hithlum foram repelidos com grandes baixas para as fortalezas de Ered Wethrin, as quais dificilmente se conseguiam defender dos
orcs. Diante das muralhas de Eithel Sirion caiu Hador, a defender Fingolfin, e com ele caiu Gundor, seu filho mais novo, trespassado
por muitas setas. Então, Galdor, o Alto, sucedeu a seu pai. E por causa da força e da altura das montanhas da Sombra, que
detiveram a torrente de fogo, e graças à coragem de Elfos e Homens do Norte, que nem balrog nem orc conseguia ultrapassar,
Hithlum permaneceu inconquistada.
Fingolfin desafiou Morgoth para um combate singular e foi morto por ele. Fingon, desgostoso, assumiu a soberania dos Noldor.
Húrin e Huor viveram com os Haladin (o segundo povo de Homens a entrar em Beleriand, tamb ém chamado povo de Haleth, que
habitou na Floresta de Brethil), com o seu tio Hardil, pois era esse o costume dos homens nesse tempo; e foram ambos para uma
batalha com orcs que tentaram invadir Brethil, pois nada os dissuadiu, apesar de terem só 16 e 13 anos, respectivamente. Mas
foram isolados do resto da hoste e perseguidos e teriam sido capturados ou mortos, se não fosse o poder de Ulmo. Subiu do rio
uma névoa que os ocultou dos seus inimigos e eles escaparam e erraram entre os montes sem saberem o caminho, nem para
prosseguirem nem para regressarem. Thorondor enviou duas águias em seu auxílio, que os levaram para o vale secreto de
Tumladen e para a cidade escondida de Gondolin, que nenhum homem ainda vira.
Turgon, o rei, recebeu-os bem, quando soube do seu parentesco, pois tinham-lhe chegado mensagens e sonhos, enviados por Ulmo,
senhor das Águas, a aconselh á-lo a tratar generosamente os filhos da casa de Hador, de quem receberia ajuda em caso de
necessidade. H úrin e Huor viveram como convidados em casa do rei durante quase um ano; e H úrin aprendeu muita tradição
dos Elfos e compreendeu alguns dos propósitos do rei, pois Turgon ganhou grande amizade pelos filhos de Galdor.

Mas por fim, Húrin e Huor desejavam regressar para junto do seu povo e participar das suas guerras e desgostos. No entanto,
Turgon tinha uma lei em que nenhum estrangeiro, homem ou elfo, podia partir at é o rei abrir o cerco e o povo escondido poder sair.
Mas os irmãos juraram nunca revelar os desígnios de Turgon e conservar secreto tudo quanto tinham visto no seu reino; e as
águias levaram-nos de noite e depositaram-nos em Dor-l ómin.
Grande foi o contentamento do seu povo ao vê-los, pois mensageiros de Brethil tinham comunicado que estavam perdidos; mas eles
nem a seu pai disseram onde tinham estado, a n ão ser que tinham sido salvos do deserto pelas águias.
E Galdor não lhes fez perguntas, mas ele e muitos outros adivinharam a verdade; e com o tempo, isso chegou aos ouvidos dos
servidores de Morgoth, que desejava saber onde eram os reinos escondidos de Turgon e Felagund.
Alguns anos depois da batalha da Chama Súbita, Morgoth renovou o seu ataque e enviou grande força contra Hithlum. No cerco
de Eithel Sirion uma seta matou Galdor, o Alto, senhor de Dor-l ómin. Defendia essa fortaleza em nome de Fingon, o rei supremo; e
nesse mesmo lugar, seu pai e seu irmão tinham morrido pouco tempo antes. Húrin rechaçou os orcs com grande morticínio e
perseguiu-os longamente.
Húrin, filho de Galdor, tornou-se senhor da casa de Hador e de Dor-l ómin e vassalo de Fingon. Casou com Morwen, da casa de
Bëor e tiveram 3 filhos, Túrin, Urwen (que morreu na infância) e mais tarde, Nienor.
Huor casou com Rían e o filho de ambos foi Tuor.
Nos anos após a batalha da Chama S úbita e a queda de Fingolfin, o medo de Morgoth aumentou. Mas depois tornou-se conhecido
os feitos de Beren e Lúthien, que tinham arrancado uma silmaril da coroa de Morgoth, e a esperança voltou a nascer entre Elfos e
Homens. E resolveram unir-se, vendo que Morgoth n ão era inatacável. Reuniram toda a força possível de Elfos, Homens e
Anões e resolveram atacar Angband, naquela que seria conhecida como a Batalha das Lágrimas Inumer áveis. Antes de partir,
Húrin estava cheio de esperan ça e confiante quanto ao resultado da batalha; no entanto, aconselhou Morwen a n ão esperar por
ele, se a sorte da batalha não lhes fosse favorável: para partir para Sul, que ele depois encontr á-la-ia.
Maedhros devia atacar Angband com uma grande força, atraindo dessa forma os exércitos de Morgoth; e depois Fingon
avançaria dos desfiladeiros de Hithlum e assim pensavam apanhar o poder de Morgoth e faz ê-lo em pedaços. O exército de
Fingon estava bem oculto do inimigo, e à sua direita estava a hoste de Dor-lómin e toda a valentia de H úrin e Huor e também os
homens de Brethil. E para surpresa de todos, Turgon, irmão de Fingon, abriu o cerco de Gondolin e vinha com um exército de dez
mil; e uma grande alegria e esperan ça nasceu nos corações de todos. Mas Morgoth sabia tudo o que era feito e projectado pelos
seus inimigos, pois secretamente mandara muitos homens, os Easterlings, comandados por Ulfang e os seus filhos, aliarem-se a
Maedhros; e não s ó contavam tudo a Morgoth como enganavam Maedhros com falsas advert ências.
Dessa forma, Maedhros foi atrasado na sua partida e o exército de Fingon, escondido nos vales, aguardava um sinal de Maedhros
que n ão chegava. E Morgoth lan çou uma grande força contra os exércitos do rei supremo; mas Húrin aconselhou a não
atacar, pois possivelmente era isso mesmo que Morgoth pretendia; portanto, n ão responderam às suas provocações. Mas o
capit ão de Morgoth recebera ordens para atrair Fingon fosse por que meios fosse, e foi buscar Gelmir, irmão de Gwindor de
Nargothrond, que Morgoth tinha aprisionado na batalha da Chama Súbita e deceparam-lhe as m ãos, os pés e a cabeça, à
vista dos Elfos.
Ao assistir a isso, Gwindor, irmão de Gelmir, que fazia parte do exército de Fingon, partiu a cavalo com muitos cavaleiros,
infiltrando-se profundamente na hoste inimiga. Vendo isso, todo o exército dos Noldor incendiou-se e partiram num ataque súbito.
Tão violento e rápido foi o seu ataque que por pouco ruíam os desígnios de Morgoth. Sempre à frente das forças estiveram
Gwindor e os elfos de Nargothrond, que passaram as muralhas de Angband e chacinaram os seus guardas, e Morgoth tremeu no seu
fundo trono. Mas depois foram encurralados e todos chacinados, com excepção de Gwindor, a quem apanharam vivo, porque
Fingon não pôde ir em seu auxílio. E Morgoth fez sair a sua hoste principal, que mantivera de reserva, e Fingon foi rechaçado
das muralhas com grandes baixas.
Por fim apareceu o exército de Maedhros e atacaram o inimigo. Mas Morgoth mandou então sair a sua última força: lobos e
montadores de lobos, balrogs e dragões, que se introduziram entre as hostes de Maedhros e Fingon, separando-as.
Contudo, nem com lobo, ou balrog ou drag ão teria Morgoth alcan çado o seu intento se n ão fosse a traição dos Homens. Pois
nessa hora, os Easterlings, da hoste de Maedhros, passaram subitamente para o lado de Morgoth, o que gerou grande confusão e
angústia; a hoste de Maedhros passou a ser atacada por três lados, obrigando-os a fugir, desesperados e confusos.
Fingon e Turgon foram atacados por um grande número de inimigos e Fingon e o seu exército foi afastado do exército de seu
irmão e de Húrin por Gothmog, senhor dos balrogs. Fingon foi o último a cair e lutou com Gothmog, mas outro balrog lançou
uma faixa de fogo em redor do rei supremo e só assim Gothmog conseguiu atingi-lo com o seu machado. Desta forma caiu Fingon,
rei supremo dos Noldor.
Tudo parecia perdido, mas Húrin e os que restavam da casa de Hador mantinham-se firmes com Turgon de Gondolin, e as hostes
de Morgoth ainda n ão podiam conquistar o desfiladeiro de Sirion. Mas Húrin voltou-se para Turgon, pedindo-lhe para abandonar a
batalha, enquanto podia; porque enquanto Gondolin, o reino escondido, existisse, havia uma esperança. Turgon não queria partir
e abandonar Húrin e Huor, mas Huor tamb ém pediu ao rei élfico para partir, pois previu, com os olhos na morte, que da casa de
ambos viria a esperan ça de elfos e homens.
Assim, Turgon reuniu todos quantos restavam da sua hoste e conseguiu escapar, com Húrin e Huor a protegerem a sua retirada no
Pântano de Serech; ali ficariam até ao fim. De todos os feitos de guerra que os pais dos Homens desempenharam em benefício
dos Elfos, a última resistência dos homens de Dór-lómin é o mais famoso.
Todas as hostes de Angband se lançaram contra eles e fizeram uma ponte no rio com os seus mortos. No final do 6 º dia Huor
caiu, atingido num olho por uma seta envenenada, e todos os valentes homens de Hador foram chacinados à sua volta. Por fim,
Húrin encontrava-se sózinho, lançou fora o escudo e empunhou um machado; e canta-se que cada vez que que o brandia, Húrin
gritava: "Aurë entuluva!" - "O dia voltar á a nascer!". Setenta vezes soltou esse grito, até que por fim conseguiram apanhá-lo vivo,
pois era esse o desejo Morgoth.
Morgoth desejava muito saber onde ficava Gondolin, o reino escondido de Turgon, que era agora o rei supremo de todos os Noldor.
Por isso, Húrin foi levado á sua presença, depois de ter sido torturado, pois ele sabia que Húrin tinha a amizade do rei élfico e
calculava que já tinha estado no reino escondido e queria saber por ele onde era; deu a escolher a Húrin o que mais desejava, se
partir para onde quisesse ou receber poder e posição como o maior dos seus capitães, bastando para isso trair Turgon. Mas
Húrin riu-se e zombou dele; e Morgoth, furioso, disse-lhe que a mulher e os filhos moravam agora no seu reino e estavam à sua
mercê. Húrin respondeu-lhe que jamais chegaria a Turgon através deles, pois eles nada sabiam sobre o reino escondido.
Ent ão a ira dominou Morgoth, que pegou numa espada e quebrou-a diante dos olhos de H úrin, e um estilhaço feriu-o no rosto.
Morgoth estendeu o braço na direção de Dor-lómin e amaldiçoou Húrin e Morwen e os seus descendentes, dizendo que a
sombra do seu pensamento se abateria sobre eles e o seu ódio persegui-los-ia até ao fim do mundo. Mas Húrin disse-lhe que ele
não era o mais poderoso dos Valar, pois tinha desperdiçado e esgotado a sua força em si próprio e no seu vazio, que não era
mais do que um escravo fugido dos Valar, cujas correntes ainda o esperavam, e chamou-o escravo Morgoth!
Então Morgoth ficou mesmo furioso. Sentou-o numa cadeira de pedra no alto das Thangorodrim, donde ele podia ver a terra de
Hithlum e de Beleriand, e ali ficou preso pelo poder de Morgoth, vendo e ouvindo pelos seus olhos, o mal e o desespero abaterem-se
sobre aqueles que amava.
E assim aconteceu; Húrin esteve prisioneiro 28 anos, e viu e ouviu através do poder de Morgoth, todo o mal e desespero atingirem
a sua família e o seu povo; mas nada diz que Húrin alguma vez pediu misericórdia.
Aos Easterlings, os homens que tra ram Maedhros, Morgoth deu Hithlum, para poderem saquear e perseguir o que restava do povo
de Hador.
Depois de os seus filhos se terem suicidado, desesperados, devido aos feitiços de Glaurung, pai dos dragões (que Túrin matou),
Morgoth libertou Húrin, na esperan ça que ele aumentasse o ódio entre Homens e Elfos, pois tudo o que Húrin vira e ouvira
estava deturpado com as mentiras de Morgoth.
Húrin dirigiu-se para Hithlum, mas o seu próprio povo evitou-o, pois pensavam que se tinha tornado escravo de Morgoth. Isso
encheu ainda mais de amargura o coração de Húrin.
Então lembrou-se de Turgon e de Gondolin e desejou lá voltar. Dirigiu-se para as montanhas que circundavam o reino escondido,
mas ele n ão conhecia a entrada, e olhou para o céu, na esperança de ver as águias, mas nada viu. Triste e desesperado, olhou
na direção de Gondolin e gritou:
- Turgon, lembra-te do Pântano de Serech! Ò Turgon, não ouves, nos teus salões ocultos?
Húrin desconhecia que as criaturas de Morgoth vigiavam todos os seus passos e assim ficaram a calcular a localização de
Gondolin.
Mas Thorondor viu Húrin, abandonado e triste, e foi imediatamente avisar Turgon. De início, o rei também pensou que Húrin se
tinha rendido à vontade de Morgoth, mas depois de pensar demoradamente ficou perturbado, lembrando-se dos seus feitos, e
mandou as águias procurá-lo e levá-lo, se pudessem, para Gondolin. Mas era tarde de mais e elas já não o viram.
Nessa noite, Húrin sonhou que Morwen, sua esposa, chamava por ele, e parecia que a sua voz vinha de Brethil. No dia seguinte
dirigiu-se para lá, acabando no local onde Túrin tinha morto Glaurung. Havia aí uma pedra levantada em memória dos seus filhos
e sentada junto à pedra estava Morwen, que, esgotada, morreu pouco depois, apertando a mão de Húrin.
Então uma grande cólera obscureceu-lhe a razão e seguiu para Nargothrond, e lá encontrou
Mîm, o pequeno Anão que
tinha atraiçoado T rin, e matou-o. E de todos os tesouros de Felagund, Húrin escolheu
Nauglamír, o Colar dos Anões, e
dirigiu-se para Doriath, onde foi recebido com amizade por Thingol.
Mas Húrin atirou o Nauglam ír para os pés de Thingol, dizendo, com desdém, que aquela era a paga por ter cuidado bem da
sua mulher e dos seus filhos.

Thingol conteve a sua ira, pois estava cheio de piedade, e Melian fez ver a Húrin que tudo o que ele tinha visto e ouvido estava
deturpado por Morgoth, e que a sua família tinha sido bem recebida em Doriath. E ali, em Menegroth, defendida pela Cerca de
Melian da escuridão do inimigo, Húrin leu a verdade de tudo quanto fora feito e avaliou a
extensão do sofrimento que lhe
destinara Morgoth. Apanhou o Nauglam ír e pediu a Thingol que o recebesse como uma dávida e em memória de Húrin de
Dor-l ómin.

Húrin partiu das Mil Cavernas e ninguém teve coragem para deter a sua partida, nem ninguém soube para onde ele ia. Mas
diz-se que Húrin não quis viver depois disso e que por fim se lançou no mar ocidental; e assim terminou o maior dos guerreiros,


Este artigo foi escrito por Gwen, portal tolkienianos (http://www.tolkienianos.com)

Eis aqui, a verdadeira música dos ainur!



Perfeição

O Senhor dos Anéis


A história de O Senhor dos Anéis ocorre em um tempo e espaço imaginários, a Terceira Era da Terra Média, que é um mundo inspirado na Terra real, mais especificamente, segundo Tolkien, numa Europa mitológica, habitado por Humanos e por outras raças humanóides: Elfos, Anões e Orcs. Tolkien deu o nome a esse lugar a palavra do inglês moderno, Middle-earth (Terra-Média), derivado do inglês antigo, Middangeard, o reino onde humanos vivem na mitologia Nórdica e Germânica. O próprio Tolkien disse que pretendia ambientá-la na nossa Terra, aproximadamente 6000 anos atrás, embora a correspondência com a geografia e a história do mundo real fosse frágil.
A história narra o conflito contra o mal que se alastra pela Terra-média, através da luta de várias raças - Humanos, Anões, Elfos, Ents e Hobbits - contra Orcs, para evitar que o "Anel do Poder" volte às mãos de seu criador Sauron, o Senhor do Escuro. Partindo dos primórdios tranqüilos do Condado, a história muda através da Terra-média e segue o curso da Guerra do Anel através dos olhos de seus personagens, especialmente do protagonista, Frodo Bolseiro. A história principal é seguida por seis apêndices que fornecem uma riqueza do material de fundo histórico e lingüístico.
Juntamente com outras obras de Tolkien, O Senhor dos Anéis foi objeto de extensiva análise de seus temas e origens literárias. Embora um grande trabalho tenha sido feito, a história é meramente o resultado de uma mitologia na qual Tolkien trabalhava desde1917. As influências sobre este antigo trabalho e sobre a história do Senhor dos Anéis englobam desde elementos de filologia, mitologia, industrialização e religião até antigos trabalhos de fantasia , bem como as experiências de Tolkien na Primeira Guerra Mundial. O Senhor dos Anéis teve um efeito grande na fantasia moderna, e o impacto de trabalhos de Tolkien é tal que o uso das palavras “Tolkienian” e “Tolkienesque” ("Tolkieniano" e "Tolkienesco") ficou gravado no dicionário Oxford English Dictionary.
A enorme e permanente popularidade de O Senhor dos Anéis levou a numerosas referências na cultura pop, à criação de muitas sociedades de fãs da obra de Tolkien e à publicação de muitos ensaios sobre Tolkien e seu trabalho. O Senhor dos Anéis inspirou (e continua inspirando) trabalhos de arte, a música, cinema e televisão, videogames e uma literatura paralela. Adaptações do livro foram feitas para rádio, teatro e cinema. Em 2001 – 2003 foi lançado o filme A Trilogia de O Senhor dos Anéis (The Lord of the Rings film trilogy), que promoveu uma nova explosão de interesse pelo Senhor dos Anéis e por outras obras do autor.


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terça-feira, 21 de abril de 2009

A Música dos Ainur




"Esse blog foi criado no sentido de passar inspiração a fans e apreciadores das grandes obras de um dos maiores escritores que já existiram"



A Música

Muitos músicos e bandas também inspiraram-se não só no Senhor dos Anéis como em outras obras de Tolkien. As letras de músicas de algumas bandas dos anos 70 é recheada de referências à obra do autor. Led Zeppelin é provavelmente o mais famoso grupo diretamente inspirado em Tolkien, e possui quatro músicas com referências explícitas, como Ramble On e The Battle of Evermore. Outras bandas dos anos 70 inspiradas no autor são Camel, Rush e Styx. The Beatles pode até não ter sido musicalmente influenciados, mas eles tinham a intenção de fazer um filme baseado em O Senhor dos Anéis. A idéia não saiu do papel, se é que chegou a ele.

Mais tarde, nos anos 80 e 90, bandas de metal encontraram lugar para Tolkien em suas músicas, muitas vezes usando a parte má da obra dele, os personagens e hostes ruins. A banda alemã Blind Guardian possui, entre outras referencias a Tolkien, o álbum Nightfall in Middle-Earth, que conta a história das Silmarils e a finlandesa Nightwish (que possui a música Elvenpath, que faz alusão a Elbereth e a Lórien) são duas famosas bandas de metal.

Fora do rock, muitos artistas New Age foram influenciados pelo trabalho Tolkieniano. Enya escreveu uma música chamada Lothlórien, e compôs duas músicas para o filme A Sociedade do Anel: May It Be, cantada em Inglês e em Alto-élfico e Aníron, cantada em Élfico-cinzento. Além dela outros muitos artistas encontraram na obra de Tolkien a inspiração para sua música.